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ㅤㅤㅤO ser humano por demais pensa. Todos eles. Somente alguns sentem a necessidade de expôr isso e aqui está meu acervo de pensamentos,
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤtranscritos em simples palavras.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Crianças


Primeiramente, eu deveria me desculpar por não ter postado há tanto tempo. Por mais clichê que pareça, isto ocorreu devido ao meu sobrecarregamento com as provas e trabalhos de fim de semestre. Agora, vamos ao assunto que interessa neste post.

Nada mais confortável do que receber um abraço de uma criança. Ou um beijo dotado de vontade em nossas maçãs. Elas são incrivelmente encantadoras, decerto. E possuem a magia de nos fazer apaixonar.

Atualmente, estou passando por uma experiência incrível! Recebi o privilégio, como um presente, de poder conviver com cerca de 50 crianças todas as sextas-feiras. Eis que a minha querida (e não só por ter feito isso por mim) professora de Teatro, que dá aulas de Artes Cênicas no meu colégio, para o primário, me convidou para ajudá-la em suas aulas. Nas sextas (dias em que ajudo), "nós" damos aulas para o Jardim III e do 1° ao 3° ano.

Tem sido ótimo compartilhar ideias com aqules pequenos seres famintos de aprendizado. E o melhor: eu aprendo tanto com eles! E os amo como meus irmãos. É claro que não os trato como irmãos. O meu irmão é uma criança bem... diferente.

A diferença está na obrigação de amá-lo. E é este o problema das famílias. No caso dele, eu o amo obrigatoriamente ou não, apesar das desavenças. Brigamos, às vezes, mas parece-me natural. Acho que ele possui um amor arrebatador por mim por eu ser uma das únicas que o entende.

Num belo domingo, eu estava na casa dele (não, não moro com ele). Ele pedia insistentemente para que jogássemos War. É claro que eu negava com igual insistência. Não me interessava a brincadeira. Eis que, como um flash back digno de filmes, vi passar diante dos meus olhos, uma lembrança que guardei em alum canto de minha memória.

Vi (revi, na verdade), uma cena costumeira em minha vida aos 5 ou 6 anos. Eu queria brincar de qualquer coisa que fosse, mas ninguém parecia se interessar. Gélido como cadáveres, sentados ao sofá, fitavam a televisão como se a novela fizesse parte de suas vidas. Negavam-me uma gota de atenção.

Uma lágrima escorreu e eu não pude contê-la. Brinquei com ele ao longo de toda a tarde daquele domingo. Nada, nada (nem as jogadas roubadas dele, nem a minha falta de vontade) me fazia parar de jogar. Eu estava feliz em fazê-lo feliz.

Bem, voltando à minha experiência precoce como professora. Uma "aluna", de muito bom grado, me prometera um presente, para a semana seguinte. Eu disse que aguardaria, porém não tinha esperanças e estava certa de que ela esqueceria. Sete dias depois estava ela com um pirulito e uma bala, entregando-os em minhas mãos. Agradeci e me emocionei. Foi um dos presentes mais lindos que recebi, apesar da simplicidade.

Todos os fatores me levam a um mesmo lugar: conviver com crianças é uma digníssima vantagem que, por vezes, esquecemos de sua importância. E, além de tudo isso, é considerada a melhor fase de nossas vidas, da qual todos nostalgiamos.

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